O petróleo foi descoberto em 1859, na Pensilvânia. Naquela época era utilizado principalmente na produção de querosene para iluminação. Em 1895, Rudolf Diesel iniciou algumas pesquisas para avaliar o aproveitamento dos subprodutos do petróleo como combustível para sua nova invenção, o motor com ignição por compressão. Porém, durante a Exposição Mundial de Paris, em 1900, usou óleo de amendoim para a demonstração de seu novo invento. Ele dizia que o motor diesel pode ser alimentado com óleos vegetais, e que essa atividade contribuiria consideravelmente para o desenvolvimento da agricultura dos países que o empregarão nesta função.

Mas o desenvolvimento da tecnologia para obtenção de derivados de petróleo (gasolina, diesel, etc.), fez com que o preço dos combustíveis fósseis ficasse muito mais baixo que o dos óleos vegetais. Isso fez com que as indústrias automotivas se desenvolvessem para utilizar esses combustíveis.

O primeiro choque do petróleo, em 1973, marcou o fim da era do combustível abundante e barato. Os embargos impostos pelos árabes aos Estados Unidos e as reduções da produção e exportação fizeram com que o preço do barril de petróleo passasse de US$ 3 para US$ 12, entre outubro de 1973 e dezembro de 1974. Com isso, os países exportadores definiram uma nova era para o resto do mundo: a do petróleo caro e escasso.

Entre 1981 e o começo de 1983 houve nova alta e o preço do barril chegou a custar US$ 36. Foi o segundo choque do petróleo. Porém, em 1986, o preço voltou a cair drasticamente, e o barril podia ser comprado a US$ 10. No entanto, o caráter finito das reservas e a ameaça de novas altas nos preços exigiam o desenvolvimento de tecnologias mais econômicas.

Outro fator que estimula a procura por novos combustíveis é a crescente poluição dos centros urbanos, causada pela queima de petróleo e dos seus derivados. Além disso, a recente campanha de preservação do meio ambiente exige que sejam empregadas novas opções menos poluentes, e de preferência, renováveis (biocombustíveis).

O biocombustível é um combustível líquido ou gasoso, produzido a partir da biomassa. (Entende-se como biomassa, a fração biodegradável de produtos e resíduos provenientes da agricultura, incluindo substâncias vegetais e animais, da silvicultura e das indústrias conexas, bem como a fração biodegradável dos resíduos industriais e urbanos). São classificados como biocombustíveis, o biodiesel, o biogás e o etanol (álcool de cana), entre outros.

Nesse contexto, o Biodiesel surge como uma alternativa de diminuição da dependência dos derivados de petróleo e um novo mercado para as oleaginosas.

Fonte: Arquivo Orplase